Thursday, October 12, 2006

Espelho, espelho meu ...


Dizem por aí que Sampa é a "locomotiva" do Brasil. Sei não. Ultimamente está mais para âncora. Que o digam Chuchuky (ver anti-golpe.blogspot.com), candidato-brinquedo-assassino do patrimônio público e Yeda novo-jeito-de-governar-do-século-XVIII. Mas Sampa tende a se achar tão superior ao resto de nós, pobres brasileiros semi-industrializados, malemolentes; nós que não temos Ana Maria Braga, Faustão (ô, meu!), Clodô ou Maluf e etc.
O narcisismo é mesmo um tipo grave de cegueira. Nada que não tenha cura. Acho que mais uma boa dose de Lula pode ajudar a tornar mais fortes as verdadeiras locomotivas paulistas, aquelas que funcionam olhando ao seu redor e não apenas para seu umbigo engravatado. Espelho, espelho meu...
Enquanto isso, aqui, no estado "mais politizado do país" (sic)o problema é o inverso, puro complexo de inferioridade (como definiu Adler, o primeiro e único freudiano socialista da turminha psi original); é só aparecer alguém bonitinho e com discurso muderrrno que balançamos a colinha felpuda. Afinal, por que razão o que é melhor é sempre o "novo" e o que é "novo" é sempre melhor? Simples, porque nos achamos uns cachorrinhos carentes. O tipo de bobo que é público-alvo de vendedor da "Enciclopédia do Estudante" (eu mesmo tinha meus cinco inúteis volumes). Lembro bem: - pai, não quero Barsa, quero a Enciclopédia do Estudante porque é "nova e diferente". Não adiantou o aviso do velho sábio, me atraquei naquela furada. Tudo bem, nada que não tenha tido cura. Espelho, espelho meu ...