Sunday, July 23, 2006

Para Lia

O que prescinde da memória
Como a poesia, primeira aos poetas
O que não cabe no brete cósmico ou
Na doida bitola do Absoluto
O que é enquanto muda e abre
Enquanto desencaixa de sufixos e prefixos
Descasca-se sua própria semente em fruta
Desencabula razões e raízes
Desexplica-se
O que mergulha, flutua
Se arrasta e queima
A tarde inteira
E sorri quando a noite chega
Isso é tudo o que é.

6 Comments:

Blogger César said...

Bravo!

1:44 PM  
Anonymous Fabian said...

Legal Maurício!

5:06 PM  
Anonymous Lia said...

O, meu amor!
Fiquei sem palavras!!!!!!
Te amo muito!

11:34 AM  
Anonymous rfonceqa said...

Coisa bonita, velhinho. Ela merece!

6:23 PM  
Anonymous maurício said...

merece ...

12:29 PM  
Anonymous Katarina said...

Que coisa mais linda, Maurício. Bah! Bravíssimo!

6:05 PM  

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